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16 -October -2019 - 09:44

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Comércio bilateral entre Países Baixos e Brasil em 2011 PDF Imprimir E-mail

Um acréscimo de 27,7% em relação ao exercício anterior. O Brasil registrou, no período em exame, superávit de US$ 11,374 bilhões no comércio
bilateral com a Holanda, que respondeu,assim, por mais de um terço do saldo na balança comercial brasileira como um todo (29,8 bilhões). É sempre necessário acrescentar, contudo, que
as estatísticas brasileiras sofrem do "efeito Rotterdam", que aumenta as cifras brasileiras em até cerca de 30% ao computar exportações em trânsito para outros países europeus.


Entre os principais itens exportados pelo Brasil para os Países Baixos, entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011, encontram-se os seguintes:
- minérios de ferro: US$ 1,647 bilhões, equivalentes a 12,1% do total das exportações;
- soja: US$ 2,077 bilhões (16,3% do total das exportações);
- pasta química de madeira: US$ 1,059 bilhões (7,8%);
- "fuel-oil": US$ 0,864 bilhões(6,3%);
- tubos de metal: US$: 0,611 bilhões (4,5%);
- ferronióbio: US$ 0,561 bilhões (4,1%);
- óleos brutos de petróleo: US$ 0,538 bilhões, 4,0 % do total das exportações);
- carnes de outros animais, salgadas, secas: US$ 0,410 bilhões, 3,0% do total das exportações).

Entre os principais itens importados pelo Brasil dos Países baixos estão os seguintes:
- gasolina: US$ 0,502 bilhões, equivalentes a 22,2% do total das importações;
- gasóleo: US$ 0,303 bilhões (13,4%);
- medicamentos: US$ 0,080 bilhões (3,6%);
- sulfato de amónio: US$ 0,060 bilhões (2,7%);
- óleos brutos de petróleo: US$ 0,053 bilhões (2,4%);
- misturas de nitrato de amónio: US$ 0,047 bilhões (2,1%);

Segundo o MIDIC, os Países Baixos foram o quarto maior destino das exportações brasileiras em 2011, sendo responsáveis por 5,3% do valor total das exportações brasileiras (US$ 256,040 bilhões). No ranking de maiores compradores do Brasil, os Países Baixos ficaram apenas atrás da China (17,3%), dos EUA (10,1%) e da Argentina (8,9%). No tocante às importações brasileiras, os Países Baixos, ocuparam em 2011 o 24º lugar na lista de fornecedores do Brasil. Na análise da corrente de comércio, os Países Baixos, subiram uma posição em 2011, ocupando o sexto lugar em 2011.

Por outro lado, segundo dados divulgados pelo Escritório Central de Estatísticas (www.cbs.nl), órgão subordinado ao Ministério neerlandês das Finanças, em 2011, a corrente de comércio dos Países Baixos somou $ 768,7 bilhões de euros, um aumento de 9,2% em relação ao ano de 2010, registrando exportações no valor de $404 bilhões de euros e importações no valor de $363,1 euros, o que representa um aumento de 9,6% e 8,9%, respectivamente, em relação ao ano de 2010. O superávit da balança comercial dos Países Baixos somou $40,9 bilhões de euros, um incremento de 3,3% em relação ao saldo de 2010. Atribui-se ao aumento do preço do petróleo, nos últimos meses de 2011, a valorização dos termos de troca registrada no final do exercício de 2011.

O setor externo (exportações de bens e serviços + reexportações) contribuiu com 69% ao PIB do país (2011: 604 bilhões de euros ou cerca de US$783,41 bilhões), confirmando o alto grau de abertura da economia local e, portanto, sua vulnerabilidade na conjuntura de crise vigente.

A Alemanha permaneceu como principal destino das exportações neerlandesas em 2011 (24,3%), seguida pela Bélgica (11%), França (8,6%) e Reino Unido (8%). Dados de dezembro de 2011 indicam que 10,8 % das exportações neerlandesas tiveram como destino a América Latina e 6,7% a Ásia. Para o período em apreço, a Alemanha foi também a principal origem das importações neerlandesas (17,8%), seguida da Bélgica (9,6%), China (9,3), EUA (7,5%) e Reino Unido (6,7%).

Fonte: Embaixada do Brasil em Haia 23.2.2012