you are here: Home

16 -October -2019 - 09:07

Modelo de Documentos

Brasil continua sendo o nono principal parceiro comercial da União Europeia PDF Imprimir E-mail

De janeiro a novembro de 2011, de acordo com os dados preliminares do EUROSTAT (denominados em euros), as exportações totais da UE - excluído o comércio intracomunitário - foram de 1.395,3 bilhões, contra 1.227,1 bilhões no mesmo período de 2010 (+ 14%). As importações do bloco, por sua vez, totalizaram 1.547,8 bilhões, contra 1.374,5 bilhões em igual período de 2010 (+13%). Como resultado, a balança comercial da UE nos onze primeiros meses do ano registrou déficit de 152,5 bilhões, superior aos 147,4 bilhões anotados no período correspondente de 2010.


O EUROSTAT divulgou, igualmente, dados revistos e mais detalhados do comércio exterior europeu para o período de janeiro a outubro de 2011. Nos dez primeiros meses de 2011, as exportações da UE totalizaram 1.258,5 (+14% em relação a 2010), enquanto as importações somaram 1.403,9 bilhões (também +14% em relação a 2010), resultando em déficit de 145,3 bilhões (contra 130,6 bilhões no mesmo período de 2010). De janeiro a outubro, as exportações da UE para seus dez principais parceiros, incluindo o Brasil, registraram crescimento em comparação com igual período de 2010: Estados Unidos (213,9 bilhões, + 7%); China (111,6 bilhões, +21%); Rússia (88,8 bilhões, +28%); Suíça (100,4 bilhões, +17%); Noruega (38,7 bilhões, +13%); Turquia (61,2 bilhões, +23%); Japão (40,4 bilhões, +12%); Índia (33,4 bilhões, +20%); Brasil (29,3 bilhões, +12%); e Coréia do Sul (26,2 bilhões, +14%).

 

Do lado das importações, houve redução, somente, no comércio com a Coréia do Sul, apesar de os dados já cobrirem quatro meses de vigência do Acordo de Livre Comércio com a UE: China (243,8 bilhões, +5%); Rússia (164,8 bilhões, +26%); Estados Unidos (153,1 bilhões, +9%); Noruega (77,3 bilhões, + 21%); Suíça (76,3 bilhões, +11%); Japão (56,5 bilhões, + 4%); Turquia (40 bilhões, +15%); Índia (33,3 bilhões, +20%); Brasil (32,1 bilhões, +20%) e Coréia do Sul (30,1 bilhões, - 8%). Esses dados indicam que o Brasil segue sendo o 9o principal parceiro comercial da UE, tanto no que se refere às exportações, quanto às importações. Os dados de comércio dos dez primeiros meses de 2011 revelam, ainda, incrementos expressivos das compras européias de matérias-primas (+25% e déficit setorial de 35 bilhões) e energia (+29% e déficit setorial de 317,5 bilhões). Note-se que, de janeiro a outubro de 2011, o superávit da UE na área de manufaturados continuou a crescer, alcançando 198,9 bilhões (contra 136,4 bilhões no mesmo período de 2010).

Fonte: Delegação do Brasil na Europa -19.1.2012

 

 

 

Levando-se em conta a conversão cambial para dólares, à taxa média em 2011 de US$ 1,39 por 1 euro, divulgada pelo próprio EUROSTAT, os dados europeus para o comércio da UE com o Brasil de janeiro a outubro de 2011 revelam, como de praxe, alguma discrepância quando comparados aos números do Sistema ALICE, especialmente no que se refere às importações brasileiras. De acordo com o EUROSTAT, a UE importou do Brasil, no período, o equivalente a US$ 44,6 bilhões, enquanto os dados brasileiros apontam para exportações do Brasil para a UE de US$ 44,3 bilhões. Por outro lado, segundo as estatísticas européias, a UE exportou para o Brasil, no período, o correspondente a cerca de US$ 40,7 bilhões, enquanto os registros do Sistema ALICE são de importações brasileiras de US$ 37,9 bilhões. Pelos dados brasileiros, o intercâmbio bilateral atingiu US$ 82,2 bilhões, enquanto que, pelas estatísticas européias, alcançou mais: US$ 85,3 bilhões. O superávit em favor do Brasil, nos dez primeiros meses de 2011, foi de US$ 6,4 bilhões, segundo o Sistema ALICE, enquanto que, de acordo com os números do EUROSTAT, foi de US$ 3,9 bilhões.