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16 -October -2019 - 09:47

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Previsões para o mercado de agricultura no período entre 2011 e 2020 PDF Imprimir E-mail

A DG-AGRI e o "Joint Research Centre" elaboraram estudo de mercado intitulado "Prospects for Agriculture Markets and Income in the EU" para o período de 2011 a 2020. Entre os pressupostos do estudo, elencam-se: (i) manutenção de preços altos no setor agrícola, em função do crescimento da demanda mundial por alimentos; (ii) desenvolvimento do setor de biocombustíveis na UE; (iii) equilíbrio do mercado europeu sem necessidade de medidas de intervenção de mercado, exceto para a produção de trigo, manteiga e leite em pó; e (iv) manutenção de "coupled payments" nos setores lácteo e de ovinos e caprinos.

 

CEREAIS Segundo o estudo, no período entre 2011 e 2020, crescerão a produção (de 277,3, para 305,1 milhões de toneladas), o consumo (de 277,7, para 293,4 milhões de toneladas), e as exportações de cereais (de 20,8 para 22,8 milhões de toneladas). As importações recuarão de 16,4, para 12 milhões de toneladas em 2020. O documento pressupõe que a área de cultivo de cereais se manterá constante, havendo expansão da área de cultivo de trigo e milho, em detrimento da cevada. O milho se tornará o segundo grão mais produzido no território europeu em 2020 (70 milhões de toneladas), atrás do trigo (141 milhões de toneladas) e à frente da cevada (50 milhões de toneladas). O desenvolvimento da indústria do etanol e da biomassa na Europa é considerado fator central no aumento da demanda por cereais.

 

OLEAGINOSAS O documento prevê que, no período analisado, a produção de oleaginosas aumentará de 28,6 para 32,1 milhões de toneladas, com elevação do consumo de 45,1 para 49,3 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, haverá estabilidade nas importações e exportações, que ficarão em torno de 17,9 e 0,7 milhões de toneladas, respectivamente. Assim como no caso dos cereais, haverá aumento da produção de oleaginosas decorrente do desenvolvimento da indústria de etanol e biomassa. No estudo, a área de cultivo de colza se expandirá de 6,7 para 6,8 milhões de hectares, enquanto a de girassol recuará de 4,2 para 3,9 milhões de hectares.

AÇÚCAR No caso do açúcar, há previsão de que haja aumento da produção de açúcar bruto de beterraba, de 112,1 milhões de toneladas em 2011 (20,6, para etanol e 91,5, para refino de açúcar) para 128,1 milhões de toneladas (40,2, para etanol e 87,9, para refino de açúcar) em 2020. No entanto, prevê-se queda da produção de açúcar refinado, de 16,5 para 14,9 milhões de toneladas no período. As importações deverão aumentar de 3,5 para 3,9 milhões de toneladas, enquanto as exportações se reduzirão de 2.5 para 1,9 milhão de toneladas. A área de cultivo de beterraba passará de 1,6 para 1,9 milhão de hectares. O estudo pressupõe o fim das quotas de produção européias em 2015, bem como o aumento do consumo comunitário de isoglucose.

ETANOL A produção e o consumo europeus de biocombustíveis deverão expandir-se de 18,1 e 20,8 para 36,7 e 45 bilhões de litros, respectivamente. No período de 2011 a 2020, a UE aumentará suas importações de etanol (de 1,3 para 6,1 bilhões de litros) e biodiesel (de 1,5 para 2,3 bilhões de litros). Com base nas diretivas e nos regulamentos europeus na área de energia, 20% da matriz e 10% dos combustíveis deverão ser provenientes de energia renovável em 2020. Neste contexto, as principais fontes de biocombustíveis a serem utilizados na UE serão trigo, milho e açúcar de cana, de acordo com o estudo.

CARNE BOVINA Prevê-se que a produção de carne bovina na UE caia entre 2011 e 2020, de 8,2 para 8 milhões de toneladas cwe (equivalente carcaça). No mesmo período, as importações aumentarão (de 288 para 323 mil toneladas), e as exportações recuarão (de 350 para 264 mil toneladas). O consumo total europeu diminuirá de 8,15 para 8,11 milhões de toneladas, o que pressupõe queda de consumo per capita de 16,2 para 15,7 kg.

CARNES OVINA E CAPRINA Assim como a carne bovina, a produção de carnes ovina e caprina diminuirá de 868 para 806 mil toneladas, e o consumo, de 1,07 para 1,06 milhão de toneladas, entre 2011 e 2020. No período, as importações aumentarão de 218 para 270 mil toneladas, enquanto as exportações se estagnarão em 15 mil toneladas. O consumo per capita do produto cairá de 2,13 para 2,07 kg.

CARNE SUÍNA No caso da carne suína, a produção aumentará de 22,9 para 23,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo passará de 20,8, em 2011, para 21,4 milhões de toneladas em 2020. As importações cairão de 24 para 22 mil toneladas, e as exportações, de 2,1 para 1,9 milhão de toneladas. Já o consumo per capita passará de 41,3 para 41,6 kg.

CARNE DE AVES O estudo prevê aumento da produção (de 11,9 para 12,3 milhões de toneladas), das importações (de 786 para 835 mil toneladas), do consumo total (de 11,3 para 12,1 milhões de toneladas) e do consumo per capita (de 22,6 para 23,5 kg), mas queda das exportações (de 1,3 para 1,1 milhão de toneladas).

1Em termos agregados, há previsões de: (i) deterioração da balança comercial de carnes em geral, já que as importações totais aumentam (de 1,3 para 1,4 milhão de toneladas), e as exportações caem (3,8 para 3,3 milhões de toneladas); (ii) elevação da produção (de 43,9 para 44,6 milhões de toneladas) e o consumo europeus de carnes (de 41,4 para 42,6 milhões de toneladas); e (iii) divisão do consumo de 83 kg de carne per capita em 2020 da seguinte maneira - 41,6 kg de carne suína, 23,5 kg de carne de aves, 15,7 de carne bovina, e 2 kg de carnes ovina e caprina. As perspectivas são favoráveis para os mercados de carnes suína e de aves, em que a UE será exportador líquido em 2020, mas declinantes para a produção de carnes bovina, caprina e ovina

Fonte: BRASEUROPA 23.2.2012